Quase morreu por seguir conselhos do ChatGPT
4
A OpenAI está a ser alvo de um novo processo depois de o ChatGPT ter dado conselhos médicos que quase acabaram na morte de uma pessoa. O processo acusa a OpenAI e o co-fundador e CEO Sam Altman de negligência e de “exercício ilegal da medicina”.
Conta o The New York Times que o utilizador em questão, um pastor de nome Scott Winters, descreveu ao ChatGPT uma tontura que sentiu enquanto conduzia uma missa em Junho de 2025, com o bot de conversação a concluir que não era “nada de perigoso”.
Este conselho acabou por adiar o tratamento do que viria a ser confirmado uma grave embolia pulmonar, com o ChatGPT a recorrer até às crenças religiosas de Winters para os argumentos que apresentou e a incentivá-lo a ignorar os pedidos de familiares e amigos para que procurasse aconselhamo médico especializado.
Mais ainda, o ChatGPT chegou até a receitar outros tratamentos, os quais incluíam não só descansos em poltronas reclináveis, como também uma combinação de anti-depressivos. Sem melhorias, Winters deixou de ser pastor e acabou por abandonar a condução das missas aos domingos.
Segundo escreve o “Ao Minuto”, posteriormente, e sem sinais de melhoras, Winters acabou por procurar aconselhamento médico em Julho de 2025 e, uma vez detectada a embolia pulmonar, o pastor quer agora compensações financeiras ao acusar a OpenAI de oferecer conselhos médicos “extremamente perigosos”. O processo visa não só a OpenAI, como também o cofundador e CEO Sam Altman.