Féling Capela defende no MICMZ turismo que paga e respeita as periferias
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O artista Féling Capela, representante do Festival Internacional de Poesia e Artes Performativas – POETAS D’ALMA, participa esta tarde na mesa-redonda “Dicionário afectivo da cidade: Festivais e acções de fomento à economia criativa”, nos Paços do Município de Maputo, no âmbito da primeira edição do Mercado das Indústrias Culturais e Criativas de Moçambique (MICMOZ), que decorre até sábado.
No painel estarão também DJ Luan do Dunas Rap Festival-RS (Brasil), Sinamadhla Kwepile do Global Creative Summit (África do Sul), e Sdoro Pinto do Makoti Festival (Eswatini), com a moderação do mentor da iniciativa, Amosse Mucavele.
Capela vai defender uma visão futurista em que o turismo cultural forma o cidadão global que respeita a sociologia e a antropologia do território, e em que a arte funciona como ferramenta criativa e económica: espaço que gera renda, território que gera identidade.
Para Capela, festival é infra-estrutura urbana. “Se a vida tem prazo, a cidade precisa de legado. E legado constrói-se com arte que respeita gente, espaço e tempo. Um turismo cultural que não coloniza, que aprende. Um humanismo que não romantiza, que paga”, referiu o artista numa breve interacção com o “Notícias Online”.