Moçambique afirma-se no Festival Luju em Eswatini
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FÉLING CAPELA
Durante dois dias deste primeiro fim-de-semana de Agosto, Eswatini teve o gosto de receber no House on Fire, a 8.ª edição do Standard Bank Luju Food & Lifestyle Festival 2026. Sob o lema “A Return to the African Future”, o espaço que tradicionalmente acolhe o Bushfire tornou-se ponto de encontro entre artistas, investidores e empreendedores da indústria cultural de Moçambique, Eswatini, África do Sul, Lesotho, Zimbabwe, entre outros.
A bandeira moçambicana circulou no público e na passarela. Mesmo sem um stand dedicado à gastronomia nacional, o “food experience” de base tradicional funcionou de forma criativa.
Na plateia estiveram figuras como Carlos Mussanhane, administrador do distrito da Moamba, Ivan Bonde, director nacional de artes e cultura de Moçambique, os produtores de eventos, Zema, Litho, os músicos Roberto Isaías, Kaliza, Mr. Kuka e Denny OG.
“Sempre que houver espaço e oportunidades para mostrarmos a nossa cultura estaremos presentes. É importante apoiar quem nos representa e levar a nossa arte para outras plateias”, referiu Denny OG.
No palco principal, a contara Neyma esbanjou simpatia, canto e dança com coristas de alta classe e instrumentistas bem experimentados da nova geração de músicos nacionais. O público cantou “Como Anima Marrabenta”, “Can We Love”, original de Bob Marlley, “A Hi Dzimeni”. Dividiu o alinhamento com músicos da região, a destacar Mandisi Dyantyis, Zola 7, Nasty C, Liquideep, Bholoja, Shwi Nomntombazane, Maleh, The Masekela Band e ainda o projecto Ka-Tembe Connexion.
O produtor Samossidino Lassine destacou a qualidade da actuação da Nayma e cogita a possibilidade de levar o show a Portugal para projectar mais ainda a música moçambicana na diáspora.
O projecto Ka-Tembe Connexion igualmente fez um espectáculo muito bem conseguido, juntando artistas e ritmos de Moçambique e Eswatini. Foi instalação, dança e conversa feita com sons, reforçando o propósito do Luju de circulação cultural na região.
O palco, som e luz tiveram ainda assinatura moçambicana, da empresa Marrabenta, com a direcção de Litho Sítoi, director do Festival da Marrabenta. O técnico de som, Filinho, fez a mistura do espectáculo de Neyma e de outros músicos. Satisfeito, Litho Sítoi disse “tal como o Bushfire e o Luju temos uma relação profissional de amizade e confiança, por isso estamos aqui a trazer a nossa experiência nesta iniciativa”.
Na moda, duas passagens marcaram. No Fashion Cafe Pop-Up Runway esteve XIGUBO, de King Levi, com Flow Wearz e Philz Creations. À noite, no Honeycomb Stage, Lizete Chirrime apresentou a L27 num desfile que uniu corte contemporâneo e referência moçambicana. Lizete falou da responsabilidade de representar o país e do trabalho com peças artesanais únicas. King Levi encerrou com alfaiataria e discurso cultural: “Foi maravilhoso, estou bastante feliz. Em Setembro teremos o nosso festival de moda, Fancy África, que este ano celebra a 10.ª edição, e fechamos muitas parcerias neste festival. O público gostou, mostrou satisfação, e acima de tudo honrámos a nossa bandeira”.
No Beehive Programme, Arone Bila conduziu as dinâmicas infantis. Recriou corrida do saco e outras brincadeiras de quintal, juntando pais e filhos. O programa incluiu ainda Toy Library, VR Gaming, Canvas Painting, Jumping Castles, Little Legends Parade, The Great Honey Spelling Bee, Storytelling, Karaoke e Tik Tok Challenge.
Segundo Jiggs Throne, director do Festival, `esta edição do LUJU reuniu cerca de 10.000 visitantes de mais de 10 países.






























