Cuba celebra centenário de Fidel mas ideais da revolução estão sob pressão
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Cuba assinala hoje o centenário do nascimento de Fidel Castro (1926-2016), o líder revolucionário que mudou o destino da ilha, mas cujos ideais estão sob pressão perante a grave crise energética e económica que atinge a população cubana.
Num momento em que a ilha de 9,4 milhões de habitantes atravessa uma das piores crises da sua história, com uma grave escassez de alimentos e água, e cortes de electricidade constantes, resultado das sanções e dos bloqueios petrolíferos impostos pelos Estados Unidos (EUA), mas também pela obsolescência das infra-estruturas, os cubanos começam a questionar-se sobre o que resta das promessas da revolução socialista que Fidel liderou durante quase meio século.
Para os apoiantes de Fidel Castro, o “el comandante”, como também era apelidado, é recordado como o homem que guiou Cuba através de múltiplas crises: as invasões apoiadas pelos Estados Unidos, os embargos, as tentativas de assassinato e as imensas dificuldades provocadas pelo colapso do principal aliado e benfeitor da ilha, a antiga União Soviética.
Quase dez anos depois da sua morte, aos 90 anos (no dia 25 de Novembro de 2016), a celebração do centenário ocorre num momento de forte pressão dos Estados Unidos sobre Havana, com Washington a definir a ilha caribenha como uma ameaça à sua segurança nacional.
Por ocasião do centenário, o Partido Comunista Cubano, partido único, organizou exposições, concertos e conferências, incluindo o “I Colóquio Internacional Fidel: Legado e Futuro”, que contou com a presença de vários representantes comunistas internacionais. (Lusa)
Foto: Afp_tickers