Foi-se a paz nos bairros devido à poluição sonora
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NILTON DIMANDE
AS noites e fins-de-semana deixaram de ser tranquilos, na Região Metropolitana do Grande Maputo, devido à proliferação de residências e estabelecimentos de venda de bebidas alcoólicas, principalmente as espirituosas de baixo custo, o “xivotxongo”.
A poluição sonora transforma o período de descanso em momento de estresse e privação de sono para muitos moradores.
A este fenómeno juntam-se outras infraccções como a venda de bebidas alcoólicas a menores de 18 anos e seu consumo nos locais vocacionados apenas à comercialização, os “bottle stores”, para além da falta de licença.
Outro problema que surge com a proliferação dos centros de consumo de bebidas é a poluição ambiental, originada pela utilização dos muros de vedação das residências nos arredores como mictórios, com todos os riscos à saúde dos moradores.
A postura municipal prevê penalizações severas, tais como multas agravadas, suspensão e/ou encerramento das actividades, mas mesmo assim os proprietários dos estabelecimentos comerciais continuam a violar as normas.
Outrossim, os frequentadores destes locais regressam à casa em estado de embriaguez, facilitando a incursão dos malfeitores, principalmente de madrugada.
Para acabar com os desmandos, a Polícia Municipal promete intensificar as acções de sensibilização aos comerciantes, fiscalização e imposição de coimas. A corporação, em coordenação com outras entidades do Estado, têm vindo a fortalecer a inspecção da actividade comercial com intuito de minimizar o problema.
Outrossim, prevê-se o agravamento das multas aos infractores por forma a obrigar os donos dos estabelecimentos a cumprirem à risca, sobretudo, os horários de encerramento, para permitir o descanso das famílias.
Todas zonas têm focos de perturbação
ESTABELECIMENTOS comerciais dedicados à venda de bebidas alcoólicas, casas de pasto, bares e residências de comercialização de “xivotxongo” são os principais focos de poluição sonora, com focos de perturbação em todos os bairros.
Michael Augusto, de 24 anos, residente na zona da Vila Olímpica, no Zimpeto, relatou que muitos “bottle stores” ficam abertos até de madrugada e com música alta, facto que gera revolta devido à perturbação nocturna que provocam.
“Já não dormimos por causa do barulho das conversas entre os consumidores de bebidas alcoólicas e som alto nas viaturas e bares”, afirmou.
Ernesto Sitoe, 58 anos, morador de Laulane, manifestou preocupação com a proliferação de residências que comercializam bebidas espirituosas de elevado teor alcoólico, cujo fabrico é proibido por lei.