VIII PRÉMIO FERNANDO COUTO: Crimildo Matola revela “O Último Segredo da Nação”
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DISTINGUIDO pelo júri da oitava edição do Prémio Literário Fernando Leite Couto, o livro “O Último Segredo da Nação”, do autor moçambicano Crimildo Matola, é lançado hoje na cidade de Maputo.
O livro, a ser apresentado pelo filósofo Severino Ngoenha, afirma-se como uma obra de ficção que convoca o leitor para uma reflexão sobre um período histórico de Moçambique onde a maioria negra não tinha voz, lançando o leitor para uma intensa viagem nas memórias de um lugar, o poder e as tensões que atravessam a sociedade.
“O romance inscreve-se, assim, no propósito do prémio de reconhecer e estimular novas vozes da literatura moçambicana, contribuindo para a vitalidade da criação literária no país”, explica uma nota da Fundação Fernando Leite Couto.
A instituição acrescenta que a atribuição do prémio representa também o reconhecimento do percurso de Crimildo Matola e da qualidade literária da obra, que passa agora a estar disponível para o público.
Criado pela Fundação Fernando Leite Couto, o prémio, com a parceria do Moza, Câmara Municipal de Óbidos, Camões – Centro Cultural Português em Maputo e Câmara de Comércio Portugal-Moçambique, tem como propósito incentivar a criação literária moçambicana, promover novos autores e contribuir para a valorização e circulação da literatura produzida no país.
Ao longo das suas edições, o prémio tem-se afirmado como uma importante plataforma de descoberta e afirmação de novos escritores.