‎Zinocacassa defende soberania educativa em Moçambique

‎A professora universitária, Graça Zinocacassa, defende a necessidade de Moçambique reforçar a sua soberania educativa, através da adopção de modelos de ensino superior que respondam às realidades, necessidades e prioridades do país.
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‎A académica considera que o sistema de ensino vigente continua marcado por uma abordagem bicêntrica, centrada na relação entre professor e estudante, o que exige uma reflexão sobre as práticas pedagógicas e a forma como o conhecimento é produzido e transmitido nas instituições.
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‎O posicionamento foi manifestado no lançamento da sua obra intitulada “Diretrizes e Práticas do Processo de Bolonha no Ensino Superior em Moçambique: Currículo, Competências e Aprendizagem Centrada no Estudante”.
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‎A publicação resulta de uma investigação desenvolvida pela autora no âmbito do seu doutoramento e propõe uma reflexão crítica sobre a implementação do Processo de Bolonha no ensino superior moçambicano, sobretudo na organização curricular, desenvolvimento de competências e valorização do estudante como sujeito activo do processo de aprendizagem.
‎No livro subdividido em 16 capítulos, num universo de 264 páginas, a autora chama atenção para a importância de superar práticas pedagógicas excessivamente concentradas na transmissão de conteúdos, defendendo uma abordagem que estimule o pensamento crítico, a autonomia intelectual, a capacidade de investigação e a aplicação prática dos conhecimentos adquiridos pelos estudantes.
‎Com esta publicação, Graça Zinocacassa pretende contribuir para o debate académico sobre o futuro do ensino superior no país, incentivando investigadores, docentes, estudantes e responsáveis pela definição de políticas educativas a reflectirem sobre os caminhos para um sistema de ensino inclusivo, crítico e alinhado com os desafios do desenvolvimento nacional.

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