PGR investiga agências de viagens por suspeitas de branqueamento de capitais
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Pelo menos cinco agências de viagens estão a ser investigadas pela Procuradoria-Geral da República (PGR) por suspeitas de branqueamento de capitais. O processo foi instaurado na sequência de uma denúncia do Gabinete de Informação Financeira de Moçambique (GIFiM), que aponta para a introdução ilícita de cerca de 58 milhões de meticais no sistema financeiro nacional entre 2022 e 2025.
A procuradora-geral adjunta, Amélia Munguambe, confirmou que o Ministério Público já analisou o relatório remetido pelo GIFiM e deu início às investigações para o apuramento da verdade material. Segundo explicou, trata-se de um processo complexo, que poderá envolver cooperação internacional, por existirem indícios de que parte do dinheiro foi transferido para o exterior.
O caso foi abordado esta segunda-feira, na cidade de Maputo, durante uma formação sobre prevenção e combate ao branqueamento de capitais dirigida a magistrados de Moçambique, Sudão do Sul, Madagáscar e Burundi. Na ocasião, Amélia Munguambe defendeu o reforço da especialização dos magistrados para melhorar a resposta aos crimes financeiros de natureza transnacional.