ANTÓNIO VIVO: Primeira linha de defesa contra ataques cibernéticos somos nós

O Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime em Moçambique (UNODC) afirma que o país está a preparar-se para enfrentar os crimes cibernéticos, num processo que já regista avanços.
Este posicionamento foi manifestado ontem, em Maputo, pelo chefe da UNODC em Moçambique, António Vivo, que falava à margem do lançamento da campanha de prevenção contra Ransomware e boas práticas de segurança cibernética.
“Foram dados passos importantes através da adopção do marco legislativo. Estão a ser dados passos importantes através de actividades de capacitação das forças de aplicação da lei e vão continuar a ser dados estes passos”, disse.
No âmbito da prevenção, Vivo destacou que o Instituto de Tecnologias de Informação e Comunicação tem mecanismos internos de cooperação com várias instituições para intervenções rápidas em caso de incidentes cibernéticos.
Por isso, disse que a sua organização tem realizado actividades de assistência técnica para fortalecer as capacidades das instituições nacionais, tanto na prevenção e aplicação da lei, como na protecção de infra-estruturas críticas.
Sobre a ameaça do ransomware, avaliou como extremamente séria e justificou o lançamento da campanha agora com o nível de literacia digital da população moçambicana, que ainda não atingiu o nível desejado.
“É extremamente importante sensibilizar quanto a mais pessoas possível, porque a primeira linha da defesa contra os ataques cibernéticos somos nós”, afirmou.
Alertou que quando o alvo é uma instituição do Estado isto é ainda mais sério, porque isto compromete a soberania.

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