PADEIRO-SAGRADA FAMÍLIA: O corredor de risco de vida

 MARIANO MUCUEIA

DUAS a cinco pessoas morrem ou contraem ferimentos em média, semanalmente, vítimas de acidentes de viação no troço entre Sagrada-Família e o bairro Padeiro, na cidade de Quelimane. São sinistros que envolvem bicicleta-táxis, moto-táxis, viaturas e peões, trazendo consequências nefastas para as famílias das vítimas. O trajecto é porta de entrada e saída de e/para a capital provincial da Zambézia. A via é muito estreita e, para agravar a situação, a área de reserva de estrada foi “roubada” por proprietários de barracas, estabelecimentos comerciais de pequena e grande dimensão, o que complica a mobilidade de pessoas e bens.

Nos cerca de seis quilómetros da via, concentram-se os quatro mercados mais movimentados de Quelimane, para além de terminais de transporte semi-colectivo e interdistrital de passageiros.

A situação é agravada pela erosão que, ao longo dos anos, consumiu grande parte das bermas da estrada, estreitando uma via já insuficiente para garantir a circulação de peões em segurança, automobilistas, moto-taxistas e operadores de bicicleta-táxi.

A nossa Reportagem abordou, esta semana, os utentes da via, tendo estes manifestado muita preocupação com a situação.

Assuate João, operador de bicicleta-táxi, descreve o exercício da profissão naquele troço como um permanente risco de vida. Segundo revelou, um colega perdeu a vida na semana passada, após ter sido atropelado por uma viatura.

De acordo com a fonte, o estreitamento da estrada, provocado pela erosão, obriga viaturas, peões e operadores de transportes públicos a partilharem o espaço, aumentando, significativamente, o risco de acidentes.

João refere que sem locais apropriados para estacionamento e embarque de passageiros, os operadores de transporte público acabam por utilizar as bermas da estrada.

Igualmente, condutores ouvidos pela Reportagem do “Notícias” afirmam que o problema é antigo. Embora as autoridades municipais desencadeiem campanhas para impedir o comércio e as paragens nas bermas, a ausência de alternativas faz com que essas orientações continuem a ser desrespeitadas.

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