Comandante-Chefe quer reforço da capacidade operacional da PRM
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O Presidente da República e Comandante-Chefe das Forças de Defesa e Segurança, Daniel Chapo, defendeu, esta sexta-feira, o reforço da capacidade operacional da Polícia da República de Moçambique (PRM), com enfoque na formação especializada, disciplina, profissionalismo e respeito pelos direitos humanos, como pilares fundamentais para o combate à criminalidade e a garantia da ordem e segurança públicas.
O Chefe do Estado falava no distrito da Manhiça, localidade de Macandzene, província de Maputo, durante a cerimónia de encerramento do XX Curso de Unidades de Operações Especiais e de Reserva da PRM, ocasião em que destacou a importância de preparar profissionais capazes de responder aos desafios actuais da segurança pública, caracterizados pela crescente complexidade da criminalidade, incluindo o terrorismo, o tráfico de seres humanos e de drogas, o crime organizado e transnacional, bem como os crimes cibernéticos.
Na ocasião, o Presidente da República sublinhou que a especialização das forças policiais deve ser acompanhada por elevados níveis de disciplina e responsabilidade, recordando que a capacidade operacional não coloca os agentes acima da lei.
Reafirmou, igualmente, que o exercício da autoridade deve respeitar a Constituição da República, os direitos humanos e os direitos fundamentais dos cidadãos.
Daniel Chapo apelou aos finalistas para que dignifiquem a farda da PRM, actuem com firmeza perante situações de perigo e cumpram as suas missões com equilíbrio, profissionalismo e sentido de Estado, colocando a protecção da vida humana e a segurança dos cidadãos no centro da sua actuação.
O estadista moçambicano destacou, igualmente, que a segurança pública constitui uma condição indispensável para o alcance da independência económica, defendendo a continuidade dos investimentos na formação de homens e mulheres capazes de garantir a estabilidade, a harmonia social, a soberania e a integridade territorial de Moçambique.
No domínio da prevenção e combate à criminalidade, o Presidente da República apelou ao reforço da cooperação e coordenação entre a PRM e as demais instituições das Forças de Defesa e Segurança, considerando que as ameaças complexas exigem respostas articuladas, assentes na partilha de informação, no conhecimento, na tecnologia e na complementaridade institucional.
Na mesma ocasião, Daniel Chapo reiterou o apelo aos cidadãos que possuem armas de fogo em situação irregular ou ilegal para que procedam à sua entrega voluntária às autoridades, no âmbito do Plano Operativo Amnistia Dois, lançado pela PRM e com duração prevista até Dezembro do corrente ano.
O Presidente da República explicou que a iniciativa visa reduzir a circulação de armas proibidas ou artesanais e, consequentemente, diminuir os índices de criminalidade no País. Advertiu, entretanto, que, terminado o prazo estabelecido para a entrega voluntária, o Estado procederá à recolha coerciva das armas em situação irregular.
Relativamente à situação de segurança na província de Cabo Delgado, o Chefe do Estado considerou que o cenário apresenta melhorias quando comparado com o de há dois anos, tendo enaltecido o empenho das Forças de Defesa e Segurança de Moçambique, das forças do Ruanda e da Tanzania, bem como da Força Local, no combate ao terrorismo.
O Presidente da República reconheceu, ainda, os esforços do Ministério do Interior, do Comando-Geral da PRM, da direcção da Escola de Formação de Unidades de Operações Especiais e de Reserva de Macandzene, bem como dos instrutores e formadores, na preparação dos novos efectivos e na melhoria das condições de formação.
Na sua mensagem final aos graduados, Daniel Chapo salientou que servir na PRM constitui uma honra e uma responsabilidade perante a pátria e o povo moçambicano, advertindo contra o envolvimento dos agentes em actos de corrupção, tráfico ou venda ilegal de armas, tráfico de drogas, raptos e outros crimes.
O Presidente da República concluiu reiterando que os novos efectivos devem estar disponíveis sempre que a pátria e os cidadãos deles necessitarem, fazendo cumprir a lei e restabelecendo a ordem, a harmonia e a tranquilidade públicas com firmeza e respeito pela legalidade.