Importação de batata-reno pode ser restringida
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O Governo pondera introduzir períodos de inibição da importação de batata-reno, como forma de melhorar o acesso dos produtores nacionais ao mercado e estimular o crescimento da produção interna, no quadro da política de substituição das importações.
A informação foi avançada ontem, em Maputo, pelo secretário de Estado do Comércio, António Grispos, ao anunciar as decisões da Comissão Consultiva de Importações. Na ocasião, anunciou que a decisão pode ser extensiva para produtos como a cebola e o tomate como forma de valorizar os produtos agrícolas nacionais.
Segundo Grispos, a intenção não é proibir, nesta fase, a entrada de batata proveniente da África do Sul, principal fornecedor do mercado moçambicano, mas estabelecer mecanismos que permitam dar prioridade à produção interna, deixando a importação para cobrir as necessidades que não possam ser satisfeitas pelos produtores nacionais.
Actualmente cerca de 64 por cento da batata sul-africana se destina ao mercado moçambicano, correspondendo à importações anuais estimadas entre 86 mil e 90 mil toneladas. Entretanto, as necessidades nacionais rondam as 110 mil toneladas, sendo a diferença assegurada pela produção interna.